Você está na página: Home / Notícias / Paraná aumenta área plantada de milho, mas colhe menos

Notícias

28/06/2016

Paraná aumenta área plantada de milho, mas colhe menos

A entrada do milho safrinha no mercado deveria aliviar a pressão sobre os preços provocada pela escassez do produto.

A entrada do milho safrinha no mercado deveria aliviar a pressão sobre os preços provocada pela escassez do produto. Mas não é o que está ocorrendo, pelo menos no Paraná. A estiagem de abril e maio, seguida das geadas em junho, afetaram severamente as lavouras. A produção no estado deve ficar entre 11,3 milhões e 11,4 milhões de toneladas, diante de um potencial inicialmente estimado de 12,9 milhões de toneladas. O prejuízo em volume, de até 1,6 milhão de toneladas, que representa 12% da produção, consta de um balanço feito pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria Estadual da Agricultura.

Com a colheita apenas no começo, com pouco mais de 10% da área colhida, nesta fase não é possível ter uma posição consolidada sobre a safra. Os técnicos do Deral temem que o revés seja ainda maior. Na comparação com o ano passado, pelo menos por enquanto, o ciclo 2015/16 deve ser entre 100 e 200 mil toneladas menor. A questão é que o estado plantou 260 mil hectares a mais (14%) para colher uma safra 1% menor que no ano passado, em um cenário de escassez histórica do produto.

Em Mato Grosso, o maior produtor de cereal do país, a colheita se aproxima dos 20% da área, com uma redução no potencial produtivo ainda maior que no Paraná. O estado plantou uma área 5,6% maior e deve colher uma safra 19% menor que em 2015. A produção deve ficar entre pouco mais de 21 milhões contra mais de 26 milhões de toneladas no ano passado. Assim como no Paraná, os mato-grossenses tiveram problemas com o clima no desenvolvimento das lavouras.

Preço maior

Com mais de 40% da produção total de milho no país, os dois estados sustentam boa parte do consumo interno e das exportações do cereal, com impacto direto na cotação. Uma dependência, portanto, que na relação direta com a oferta, mantém o preço nas alturas. Na sexta-feira (24), o mercado paranaense fechou com média de R$ 36 e máxima de R$ 45/saca de 60 quilos. Na ponta menor do intervalo, uma cotação quase 90% maior que no mesmo período do ano passado. Em Mato Grosso, a média da sexta-feira fechou acima de R$ 30, praticamente o dobro do valor de um ano atrás.

Apesar do cenário relativamente interessante ao produtor de milho - nem tanto para o produtor de suínos e aves -, é importante ficar de olho no câmbio e na Bolsa de Chicago. A semana foi de recuo na bolsa, por conta a melhora do clima e do potencial da safra em curso nos Estados Unidos. E de queda na cotação da moeda americana aqui no Brasil. Uma combinação que ainda mantém a cotação do milho brasileiro descolada, para cima, de Chicago. Mas que pode complicar as coisas por aqui rapidamente, a depender do comportamento dessas duas várias nas próximas semanas ou até nos próximos dias.

Variáveis ativas

Em uma semana a cotação em dólar/bushel caiu de US$ 4,21 para US$ 3,84, variação negativa em mais de 8%. o câmbio, nos últimos 30 dias registrou uma desvalorização da moeda norte-americana próximo de 6%. O preço, então, deve continuar sustentado no mercado interno, tamanha a escassez do produto para abastecer a demanda brasileira para consumo próprio ou à exportação. A dúvida está em que patamar deve se manter essa sustentação. Uma resposta que depende agora muito mais do câmbio e do desempenho da safra nos Estados Unidos. E cada vez menos do resultado da safra brasileira, dimensionada pelo mercado.

Com parte da produção comprometida no Paraná e em Mato Grosso, a safra brasileira do cereal deve ficar abaixo das 80 milhões de toneladas, com um volume 10% abaixo do verificado na temporada anterior.

Frango se segura

Apesar do aumento no custo de produção provocado pela alta no preço do milho - o cereal representa 60% do custo de produção -, o Paraná segue se superando na produção e exportação da proteína. Maior embarcador de carne de aves do Brasil, que é o país maior exportador mundial, no acumulado de janeiro a maio o estado abateu 737,35 milhões de cabeças de frango, 11,8% sobre o mesmo período do ano passado. As exportações atingiram 658,46 mil toneladas, um aumento de 18,8% sobre as 554,06 mil exportadas em 2015.

O setor, no entanto, segue preocupado com a renda do produtor, a margem dos abatedouros e a queda na receita cambial. Um cenário diretamente relacionado à escassez e a consequente alta nas cotações do milho. Assim como ao comportamento do câmbio, valorizado ou desvalorizado, e seu impacto nos diferentes elos da cadeia produtiva.

Veja também:

24/07/2019
Economia começa a reagir para gerar empregos, mas a paciência dos brasileiros está no limite

24/07/2019
Com pouca soja disponível, produtor brasileiro tende a segurar vendas para o último trimestre. Safra nova só acima de

24/07/2019
Colheita do milho safrinha avança para 65% no Paraná segundo o Deral

24/07/2019
Soja sobe em Chicago nesta 4ª feira se recuperando de duas sessões no vermelho

16/04/2018
Milho: Com foco no clima e na safra americana, mercado encerra semana com leves quedas na CBOT

Veja mais

Voltar | Topo | Home

Agrológica
Unidade 1 - Primavera do Leste - MT - Avenida São Paulo, 1130 – Distrito Industrial - 66 3500 6300
Unidade 2 - Rondonópolis - MT - Av. Bonifácio Sachetti, 1896 - Distrito Industrial Augusto B. Razia - 66 3423 2249
Unidade 3 - Lucas do Rio Verde - MT - Avenida da Produção, Parque das Emas II, 2620 W - 65 3549 5464
Unidade 4 - Nova Mutum - MT - Av. Perimetral das Samambaias, 1920-W - Parque das Águias - 65 3308 4600
Unidade 5 - Confresa - MT - BR 158, Lote 5, Qd 01 - Residencial Babinski ll - 66 3508 1028
Unidade 6 - Sorriso - MT - Av. Dr. Ari Luiz Brandão, 1514 - Bairro Industrial Nova Prata - 66 3545 1494