Você está na página: Home / Notícias / Milho da Argentina domina importações do Brasil; EUA ainda estão ausentes

Notícias

12/05/2016

Milho da Argentina domina importações do Brasil; EUA ainda estão ausentes

Milho barato produzido na Argentina está dominando os desembarques do grão nos portos brasileiros nos últimos meses, incluindo no Nordeste do país.

Milho barato produzido na Argentina está dominando os desembarques do grão nos portos brasileiros nos últimos meses, incluindo no Nordeste do país, onde alguns analistas apostavam na chegada de carregamentos dos Estados Unidos após uma recente mudança nas regras de taxação, em um momento de crise de abastecimento para indústrias e produtores de aves e suínos.Dados do Ministério da Agricultura mostram que nenhum desembarque de milho norte-americano ocorreu no Brasil nos últimos três meses, nem mesmo após o governo zerar em abril uma tarifa incidente sobre importações de fora do Mercosul.

Havia expectativa de que os EUA passassem a ser competitivos para exportar ao Brasil, principalmente ao Nordeste, para onde os fretes marítimos partindo da região do Golfo do México são mais baratos.As entradas de milho no Brasil atingiram 106 mil toneladas em abril, maiores importações do grão desde outubro de 2014. Cerca de 58 por cento das importações foram do produto da Argentina e o restante do Paraguai.

No Ceará, por exemplo, indústrias de aves formaram um grupo para adquirir de milho importado: um navio descarregou, outros dois estão contratados (todos com milho da Argentina) e dois ou três ainda estão sendo negociados."A gente estudou ofertas dos Estados Unidos..., mas tudo leva a crer que (estes novos negócios) vão ser via Argentina", revelou o vice-presidente da Associação Cearense de Avicultura, Marden Vasconcelos.

Segundo ele, os vendedores argentinos têm se esforçado em manter preços competitivos no Nordeste brasileiro. O carregamento fechado para o Ceará com entrega em junho saiu a 48 reais por saca (60 kg), posto na granja, enquanto as ofertas de milho dos EUA ficaram 1 real por saca mais caras.Em Pernambuco, que recebeu 36,5 mil toneladas de milho importado entre março e abril, todas da Argentina, nenhuma oferta de negócio de milho dos Estados Unidos foi feita às granjas locais.

"Tem um grupo grande de pequenas granjas (de Pernambuco) querendo importar, mas é um processo lento. Não recebemos nem ofertas dos Estados Unidos. Todos os contratos estão sendo fechados direto com exportadores argentinos", disse o vice-presidente de Abastecimento da Associação Avícola de Pernambuco, Josimário Florencio.Produtores de aves e suínos de todo o Brasil têm contado com milho importado para manter suas fábricas de ração ativas, após os estoques do país terem sido quase esgotados pelo consumo interno e por fortes exportações em meses recentes.

Operadores lembram que a janela de oportunidade para entrada de grandes volumes de milho importado no Brasil deverá se fechar no início do segundo semestre, quando o Centro-Oeste e o Paraná estarão colhendo a segunda safra da temporada 2015/16.Logo após o anúncio do fim da tarifa para milho de fora do Mercosul, operadores e analistas passaram a especular que uma série de negócios de exportação de milho reportados nos Estados Unidos para destinos não revelados seriam, de fato, para o Brasil.

Contudo, dados do governo norte-americano divulgados nas últimas três semanas não mostraram nenhum embarque efetivo ou qualquer confirmação de negócio com compradores no Brasil. [EXP/CORN]Um fator que pode ser entrave para negócios de importação dos Estados Unidos é a qualidade dos grãos ofertados, disse um corretor que atua no mercado de milho do Ceará.

"Não estão fechando negócio porque o milho dos EUA é de 2010", disse Emilio Geleilate, diretor comercial da corretora Geleilate, de Fortaleza (CE).Segundo ele, o milho argentino agrada mais as granjas locais, por ter sido colhido na última safra e por ter padronização conhecida pelos consumidores.

O maior comprador de milho estrangeiro desde o início do ano é o Paraná, respondendo por 45 por cento do total de importações brasileiras no período. O Estado é um grande produtor de grãos, mas concentra grande cadeia produtora de aves e suínos e beneficia-se da proximidade rodoviária, principalmente com o Paraguai, para abastecer o mercado doméstico.

Veja também:

16/04/2018
Milho: Com foco no clima e na safra americana, mercado encerra semana com leves quedas na CBOT

16/04/2018
Revisões para baixo na safra de soja e milho na Argentina

16/04/2018
Milho: Com produtores retraídos, negócios são pontuais no sopt Publicado em 16/04/2018 09:58

25/01/2018
Posicionamento da Monsanto sobre ataque de lagarta em lavoura de soja com tecnologia Intacta RR2 PRO® em GO

25/01/2018
Queda das vagens está relacionada a stress climático e solo sem oxigenação

Veja mais

Voltar | Topo | Home

Agrológica
Unidade 1 - Primavera do Leste - MT - Avenida São Paulo, 1130 – Distrito Industrial - 66 3497 1600
Unidade 2 - Rondonópolis - MT - Av. Bonifácio Sachetti, 1896 - Distrito Industrial Augusto B. Razia - 66 3423 2249
Unidade 3 - Lucas do Rio Verde - MT - Avenida da Produção, Parque das Emas II, 2620 W - 65 3549 5464
Unidade 4 - Nova Mutum - MT - Av. Perimetral das Samambaias, 1920-W - Parque das Águias - 65 3308 4600
Unidade 5 - São José do Xingu - MT - Avenida Principal, 01 - Distrito Santo Antônio do Fontoura - 66 3508 1028
Unidade 6 - Sorriso - MT - Av. Dr. Ari Luiz Brandão, 1514 - Bairro Industrial Nova Prata - 66 3545 1494