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03/05/2016

Países ibero-americanos reúnem esforços no combate a pragas e doenças de fruteiras de clima temperado

O encontro foi uma oportunidade para compartilhar informações e obter mais dados sobre novas doenças.

No mês de abril, a Embrapa Uva e Vinho sediou a 2ª Reunião Geral dos coordenadores da Rede Interdisciplinar de Manejo Integrado de Pragas e Doenças de Frutas de Caroço, Maçã, Pera e Citros, em Bento Gonçalves (RS). Um dos principais resultados do encontro foi a definição de que, no segundo semestre de 2016, será disponibilizado um banco de dados, via internet, de fácil acesso aos interessados. "Serão informações sobre o manejo de pragas e de doenças de clima temperado de todos os países participantes da Rede que está sendo finalizado", anunciou Adriana Escudero, pesquisadora do IRTA (Espanha), que integra a coordenação da Rede.

Formada desde 2013, com suporte financeiro do Programa Ibero americano de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento (Cyted), a Rede tem como objetivo proporcionar o intercâmbio de conhecimento, inovação e transferência de tecnologia para os produtores e técnicos. Ela congrega mais de 90 pesquisadores de sete países da América do Sul e Europa (Argentina, Brasil, Chile, Espanha, Peru, Portugal e Uruguai), que estão divididos em grupos de trabalho nas áreas de entomologia (estudo de pragas) e de fitopatologia (estudo de doenças) de pré e de pós-colheita.

Segundo Adalécio Kovaleski, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho e coordenador-geral da Rede, a reunião presencial é uma excelente oportunidade de consolidar a articulação entre os membros a fim de ampliar o trabalho colaborativo e o intercâmbio para novas ações de investigação. "Realizamos palestras, discussões e visitas técnicas para conhecer a realidade local. Aqui visitamos propriedades com as culturas de maçã, pera e citros. Também reservamos parte do tempo para trocar informações sobre os resultados das pesquisas nos países envolvidos", informou.

Para Susana Dimasi, pesquisadora do INTA (Argentina), o encontro foi uma oportunidade para compartilhar informações e obter mais dados sobre novas doenças. "Precisamos estar alerta para novas enfermidades, como é o caso da Nectria em maçã, também conhecida por cancro europeu. Pudemos ver o que está acontecendo nos pomares de Vacaria (RS) e dessa forma nos prepararmos, pois ainda não temos essa doença na Argentina", analisou. Outro ponto destacado por Susana foram as palestras sobre o Greening (Huanglongbing/HLB), que é a mais destrutiva doença dos citros. "A apresentação sobre a situação e de como o problema está sendo resolvido em diferentes países foi bastante enriquecedora", ponderou. Foram abordadas as realidades no Brasil, pelos pesquisadores Eduardo Girardi, da Embrapa Cruz das Almas, e Renato Bassanezi, da Fundecitrus; na Argentina, por Gerardo Gastaminza; na Espanha, por Maite Martínez; e em Portugal, por Amilcar Duarte.

Durante o encerramento do encontro, os participantes destacaram a importância dos encontros presenciais para uma maior efetividade do trabalho em rede, por ser um momento de aproximação dos profissionais, o que possibilitará a realização de projetos e parcerias futuros. A primeira reunião da Rede ocorreu em maio de 2014, em General Roca (Argentina). A terceira e última reunião do projeto deverá acontecer em 2017, na Europa.

Momento de reencontro

20 anos, Amilcar Duarte (Portugal), Adriana Escudero (Espanha) e Daniel Vasquez (Espanha) fizeram o Doutorado no mesmo grupo na Universidade de Valência, na Espanha. Agora, durante a 2ª Reunião Geral da Rede, no Brasil, os colegas se reencontraram com um novo objetivo, reunir esforços no combate a pragas e doenças.

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