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31/12/2014

Agronegócio

Os altos e baixos de 2014 no agronegócio foram determinados pelo clima, pelo mercado global, pela política nacional e até pela Copa do Mundo.

  • Prova de fogo para o agronegócio

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Os altos e baixos de 2014 no agronegócio foram determinados pelo clima, pelo mercado global, pela política nacional e até pela Copa do Mundo. Mas o ano termina com resultados satisfatórios. A produção de grãos cresce no país apesar do aperto nas cotações. A pecuária tem boas perspectivas e a expectativa é de mudanças para setores como o da cana-de-açúcar.

O quadro não é confortável, diante de uma safra volumosa de grãos a caminho na América do Sul. A renda do setor não tem caído de forma alarmante devido à valorização do dólar, que sustenta os preços internos dos produtos destinados à exportação.

O quadro de janeiro de pressão sobre os preços e dúvidas em relação ao impacto da oferta além da demanda  parece se repetir. Porém, uma retrospectiva mostra que, apesar de alguns fundamentos estarem em situação parecida, dificilmente as mesmas reviravoltas acontecerão duas vezes.

Janeiro

O agronegócio abre 2014 renovado, com a soja a preço de entressafra apesar das previsões de queda nas cotações internacionais. Uma colheita recorde seria a melhor notícia do ano.

Oportunidade ! A saca da oleaginosa acima de R$ 60 no Paraná estimula negócios e põe em xeque as previsões de que a retomada da produção norte-americana saciaria a demanda global.

Exceção ! O feijão carioca a R$ 75 por saca e a quebra na safra de café parecem ser os principais problemas do ano, que logo entraria numa fase de solavancos.

Fevereiro

O clima seco castiga o Paraná e leva embora mais de 2 milhões de toneladas de grãos no estado, alterando o cenário nacional.

Quebra ! A região Norte do Paraná perde um terço da produção de soja, forçando revisões na previsão de que a safra nacional renderia mais de 90 milhões de toneladas.

Contrastes ! Excesso de chuva em Mato Grosso assusta o setor, num momento em que a nova fronteira do Centro-Norte também passa a depender de mais chuvas.

Susto ? Previsão de que as lavouras de verão sofreriam intensos ataques da lagarta Helicoverpa armigera não se confirma.

Março

Confirmadas as perdas, o Brasil passa a contar com safra de 87 milhões de toneladas de soja, 5 milhões a menos do que a estimativa inicial, mas ainda assim o maior volume já registrado.

Medição de força ! Os portos do Sul, preparados para uma safra mais abundante, passam a disputar cargas com o Sudeste e o Norte, na expectativa de elevar embarques em pelo menos 10%.

Alívio parcial !Centro-Norte e Centro-Oeste confirmam bons resultados e sustentam boa safra de milho, que atingiria 34 milhões de toneladas, volume próximo da previsão inicial.

Rodízio ! O produtor rural de Mato Grosso Neri Geller assume como o terceiro ministro da Agricultura do governo Dilma Rousseff, com a missão de encerrar o mandato.

Abril

O Brasil se depara com oportunidades paralelas à produção de soja, com o boi gordo em picos de mais de R$ 120 a arroba pela primeira vez e o trigo batendo em R$ 42 a saca (40% acima do preço atual).

Inverno de recorde ! O Paraná volta a plantar mais de 1,3 milhão de hectares de trigo, com expansão de 35% em um ano, e dá lastro para que o país aguarde recorde de 7,7 milhões de toneladas.

Pecuária limitada ! Os preços recordes da pecuária inspiram investimentos, mas num setor com resultados de longo prazo, o rebanho segue restrito. Com exportações limitadas, o Paraná registra queda da casa de 9,4 milhões para a de 9,3 milhões de cabeças.

Maio

Começa a se desenhar nos Estados Unidos uma safra gigante de grãos, que novamente colocaria os preços em queda. A previsão inicial de 96 milhões de toneladas de soja mostra-se suficiente para espalhar preocupação no Brasil.

Difícil para todos ! Curiosamente, a queda na rentabilidade do milho é que faz os EUA ampliarem o plantio de soja, que é a grande aposta da América do Sul .

Reforço no crédito ! Para estimular a produção, governo brasileiro lança o Plano Agrícola e Pecuária com R$ 20 bilhões adicionais ao agronegócio empresarial, que passa a contar com R$ 156 bilhões para custeio, investimento e comercialização.

Junho 

Com a safra 2013/14 encerrada, o Brasil passa a planejar a temporada seguinte, mas as incertezas tomam conta do agronegócio no mercado e na política.

Sobe ou desce!  A Copa do Mundo prometia elevar a demanda por carnes, mas teve impacto reduzido. A avicultura, que não apostava em grande impacto, acerta ao dosar a produção, enquanto a suinocultura passa a depender da abertura de novos mercados no exterior.

Clima perfeito ! Os EUA confirmam, mês a mês, condições climáticas excelentes de produção. A dúvida passa a ser o tamanho do tombo nas cotações.

Aposta certeira ! Com importância cada vez maior no leite, estados sulistas lançam Aliança Láctea, para manter crescimento e definir o destino da produção regional, que chega a um terço da nacional.

Agosto ! setembro

O clima mostra-se mais uma vez desfavorável aos grandes planos do agronegócio brasileiro, desta vez derrubando a safra de trigo e afetando o ânimo para o plantio de verão.

Chuva demais ! O Noroeste do Rio Grande do Sul registra chuvas concentradas que somam 200 milímetros em dez dias e levam embora mais de 1 milhão de toneladas de trigo.

Aposta na soja ! O agronegócio repete aposta na soja com plano de plantar mais de 30 milhões de hectares (3,8% a mais que na safra anterior), mas com nova redução na área de milho de verão, que cai a 6,45 milhões de hectares (-6,45%).

Outubro

Os EUA confirmam safra gigante, dois anos após quebra climática histórica, e testam o poder de compra da China.

Novas marcas ! As previsões passam a ser elevadas em plena colheita e chegariam a 365,97 milhões de toneladas de milho e a 107,7 milhões de toneladas de soja. As novas sementes, enfim, expressam seu potencial após sequência de safras com clima desfavorável.

Pé no freio ! Produtores norte e sul-americanos seguram vendas, num esforço para conter queda nas cotações que tem funcionado mais pela escassez de estoques do que expansão da demanda, que cresce em ritmo menor que a produção.

Novembro

A pressão sobre as cotações dos grãos reforça a tendência de verticalização do agronegócio em setores já tradicionais como o do frango.

Carne branca ! A cadeia das aves põe em prática investimentos que prometem expansão na produção e no abate em 2015, com aportes que passam de R$ 500 milhões puxados pelas cooperativas.

Um passo atrás ! Já o setor de máquinas agrícolas teve de recuar na produção ao se deparar com queda de 20% nas vendas, com marca novamente abaixo de 70 mil unidades por ano.

Dezembro

As contas do ano estão fechando em patamares bons diante de tantas turbulências e reviravoltas. E 2015 promete mudanças.

Moagem em queda ! Seca antecipa fim da moagem e canaviais sentem os efeitos do clima . Mas, na reta final , setor revisa números para cima e Centro-Sul fecha a safra com 31,5 milhões de toneladas de açúcar e 25,2 bilhões de litros de etanol.

Renda ! O Valor Bruto da Produção fecha 2014 com recuo de 1% a 2%, em R$ 461,5 bilhões no país e em R$ 68 bilhões no estado. Para 2015, previsão da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) é de alta de 2,7%, o que depende de a soja se manter próxima de R$ 60/sc.

Novo comando ! Uma mulher é anunciada como 120ª ministra da Agricultura. Kátia Abreu assume nesta quinta com o desafio de retomar planos estratégicos e garantir mais apoio ao setor .

Fonte FMC NEWS 

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