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22/08/2016

Soja: mercado mantém tom negativo com foco na safra americana

Na contramão desse cenário, a boa demanda pelo produto continua a dar sustentação aos preços

Ao longo do pregão de hoje, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) reduziram as perdas. Às 11h24 (horário de Brasília), as principais posições da oleaginosa exibiam quedas entre 7 e 12,75 pontos. Os vencimentos retomaram o patamar de US$ 10 por bushel e o setembro/16 era cotado a US$ 10,25 por bushel. Apenas o março/17 trabalhava a US$ 9,97 por bushel.

De acordo com o economista e analista de mercado da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, as boas condições climáticas no Meio-Oeste continuam sendo o principal fator de pressão nos preços. "No cinturão produtor do país boa umidade nos solos e as temperaturas estão mais amenas", reforça.

Na porção leste da região produtora, como os estados de Indiana e Ohio, enfrentam alguns bolsões de seca que inspiram atenção, conforme ainda pondera o analista. "Mas, no geral, o clima segue promovendo as condições para uma safra recorde", completa.

Em seu último boletim de oferta e demanda, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) estimou a produção americana de soja em 110,5 milhões de toneladas na temporada 2016/17. E, em torno de 72% das lavouras ainda permanecem em boas ou excelentes condições.

Na contramão desse cenário, a boa demanda pelo produto continua a dar sustentação aos preços, ainda na visão do analista da Granoeste. A China continua adquirindo produto norte-americano, o que tem dado sustentação aos preços em Chicago.

"Os chineses ainda buscam mercadoria e especulações de que nos próximos três meses deverão ser embarcadas ao país mais de 15,5 milhões de toneladas da oleaginosa", disse o consultor de mercado da Novo Rumo Corretora, Mário Mariano.

Ainda hoje, o USDA reportou a venda de 261 mil toneladas de soja para destinos desconhecidos. O volume negociado deverá ser entregue na temporada 2016/17.

Mercado brasileiro

Diante da queda em Chicago e também no dólar, as cotações praticadas no Porto de Rio Grande recuaram nesta sexta-feira. A saca disponível era cotada a R$ 81,30, com perda de 0,85% e o preço futuro a R$ 79,80 a saca e desvalorização de 1,24%.

A moeda norte-americana opera com instabilidade na sessão desta sexta-feira. Às 11h39 (horário de Brasília), o câmbio recuava 0,17% e era cotado a R$ 3,2278. Segundo dados do site G1, a desaceleração do ritmo de intervenção no mercado por parte do Banco Central e as incertezas sobre o ajuste fiscal no Brasil contribuem para o cenário.

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